Uma explicação honesta, sem julgamento e baseada no que muitos homens relatam.
Esta fantasia é muito mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Não significa que o casamento está em crise, que o homem "não é homem suficiente" ou que ele quer ser traído. Na realidade, as razões são geralmente muito mais profundas, emocionais e eróticas do que parece à primeira vista.
Muitos homens sentem uma excitação genuína ao ver a mulher que amam a sentir prazer intenso. Em vez de ciúmes, sentem uma forma de alegria e excitação ao testemunhar o prazer dela. Isto chama-se compersion — o oposto do ciúmes.
Existe um prazer visual muito forte em observar. Ver a parceira a ser desejada, tocada e penetrada por outro homem ativa uma excitação voyeurística que muitos homens descrevem como extremamente intensa.
Para alguns homens, a ideia de ser "menos" ou de "perder" a mulher temporariamente para outro homem ativa uma excitação ligada à humilhação erótica. Importante: isto acontece dentro de um contexto de consentimento e controlo. Não é masoquismo emocional fora de controlo.
Muitos maridos relatam que o sexo depois do encontro (reclaiming) é extremamente intenso, apaixonado e conectado. A excitação acumulada durante o encontro transforma-se depois num reencontro sexual muito poderoso entre o casal.
Quebrar uma norma social tão forte (partilhar a parceira) de forma controlada e consensual cria uma excitação ligada à transgressão. É como fazer algo "proibido" dentro de limites seguros.
Alguns homens sentem um prazer profundo em colocar o prazer dela em primeiro lugar, mesmo que isso signifique que outro homem a satisfaça fisicamente. É uma forma de serviço e devoção erótica.
Para alguns homens, esta fantasia está ligada a uma necessidade de entrega e submissão. Ver a mulher no controlo da situação (escolher o homem, definir as regras, receber prazer) ativa uma excitação ligada à rendição.
Alguns estudos sugerem que existe uma resposta biológica em alguns homens: a presença de outro homem aumenta a excitação e a produção de esperma como forma de "competir". Esta é apenas uma das muitas teorias e não explica todos os casos.
Se estás a ler isto, faz-te estas perguntas com honestidade: